Quer entender melhor? Vamos pegar um exemplo. Há algum tempo atrás, uma marca, que quisesse parecer jovem e atual, patrocinava um show de uma banda que estivesse na onda do momento. Era só colocar a marquinha no cartaz, no fundo do palco e nos uniformes da produção. Coisa simples.
Agora, não. O evento tem que ter um conceito. Normalmente, envolve várias atrações. A interação com o público começa muito antes do show começar. O site na internet vira um local para reunir a tribo. Os internautas participam, conversam, mandam fotos e vídeos. O evento pode ser divulgado por SMS, os internautas podem fazer downloads de ringtones ou de podcasts, assinar RSS etc. A marca pode ter um blog ou ainda um fórum. Pode criar comunidades nas redes sociais da web, pode ter até uma TV pelo Youtube. O local do evento será revestido com a marca. Uma tenda instalada na entrada pode proporcionar ujma experiência de vida para os visitantes.
Nesse mundo de informações, o cartaz é o de menos.
O problema é que toda essa comunicação tem que ter uma lógica, uma identidade gráfica. Sem a identidade gráfica, todo o esforço pode ser em vão. A identidade tem que estar presente em todos os pontos de contato com o consumidor que, como vimos, agora são muitos. Isso exige do Diretor de Arte uma série de habilidades extras como ter capacidade de raciocinar em múltiplos ambientes, pensar em 2D e 3 D, animação, entender de navegabilidade, saber conversar em linguagens flash ou html, ter algum conhecimento musical e por aí vai. Mas para não assustar os pretendentes a diretores de arte, aí vai a boa notícia: os fundamentos continuam os mesmos. No fundo, o que vai valer é o bom gosto, o bom senso estético e o critério do diretor de arte. Sempre foi isso que diferenciou um bom diretor de arte dos aventureiros. E vai ser sempre assim.

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